O estudo, segundo Marguerite Yourcenar

E os seus estudantes, o que é que lhe ensinaram?

― Que muito poucos estão preparados para o estudo, que a maioria dos seres se deixa ficar quieta num certo statu quo, e quão curto é o despertar. Às vezes podemos chegar ao momento desse despertar e provocar qualquer coisa, fazer durar o fenómeno, mas ele, por si próprio, a maior parte das vezes não dura. A maioria dos seres inteligentes e brilhantes aos dezoito ou aos vinte anos iludem-nos sobre o que virão a ser um dia. A sua capacidade de entusiasmo foi curta, ou a vida venceu-os brutalmente.

Marguerite Yourcenar, De Olhos Abertos. Conversas com Matthieu Galey, Lisboa, Relógio d’Água, 2011, pp. 110-111.

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