«Estranhar Pessoa com as Materialidades da Literatura»: no próximo dia 25, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra

Mais informações aqui.

Para os resumos das comunicações e notas curriculares dos palestrantes, ver aqui.

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Guimarães Rosa lido por Clara Rowland

Um livro sobre Guimarães Rosa é sempre um acontecimento. Porque não pode deixar de ser a celebração de uma ideia forte de literatura, de escrita e de livro. Mais ainda se a sua autora for Clara Rowland, professora de literatura brasileira na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e se o livro tiver a chancela de duas das grandes editoras universitárias do Brasil, a editora da Unicamp e a EduspA Forma do Meio, agora mesmo publicado, é um desses casos, pelo que só temos razões para nos alegrarmos com esta edição, tanto mais que ela surge no momento em que o grande livro de Carlos Mendes de Sousa sobre Clarice Lispector é enfim editado no Brasil, o que cria um contexto realmente novo para o estudo da literatura brasileira em Portugal. Como incentivo à leitura do livro de Clara Rowland, eis as palavras que Abel Barros Baptista escreveu para o verso da capa:

A forma do meio é um estudo sobre a obra de Guimarães Rosa que enfrenta em novos termos problemas decisivos e complexos como a relação da forma do livro e do romance com a oralidade e a narrativa tradicional. Isso chegaria a sublinhar a importância deste trabalho notável. Mas há ainda a enorme inteligência da análise de uma questão, a do livro, que, sendo crucial na obra de Rosa, está praticamente ausente na sua fortuna crítica. Não se trata apenas de mais um ensaio sobre Rosa: não só não recusa a tradição de leitura, como nela se integra de modo que obriga a repensá-la radicalmente. É, em suma, um daqueles maravilhosos sobressaltos que fazem o destino da grande literatura.

«Mais um dia de vida»: Ryszard Kapuscinski em versão de cinema de animação

A estreia está prevista para o Outono de 2014, mas pela amostra – um breve teaser – promete ser um caso sério. Falamos da adaptação, por Raúl de la Fuente, do romance homónimo do famoso repórter polaco, com acção situada em Angola durante o período de guerra civil, com invasão sul-africana, que coincide com a independência em 1975. Com financiamento repartido por Espanha e Polónia, e recorrendo a imagens de animação mas também a imagens «reais», o filme será previsivelmente um dos acontecimentos de 2014. O teaser, e informação complementar, aqui.

Um acontecimento: «Notícias da Antiguidade Ideológica», nas Sessões do Carvão


A história é conhecida e integra uma História Alternativa do Cinema: a dos grandes projectos irrealizados. Por 1927, Sergei Eisenstein concebeu o projecto de filmar O Capital, de Marx, a partir da estrutura do Ulisses de Joyce. Nunca levado a cabo, o projecto viria enfim a ser realizado, em 2008, por Alexander Kluge, dando origem a uma obra de 9 horas e meia, com uma estrutura caleidoscópica que tanto recorda o Ulisses como o Livro das Passagens ou o Livro do Desassossego.

A obra será projectada, na íntegra, com entrada livre, no edifício da Casa das Caldeiras, da Universidade de Coimbra, em três sessões, a partir do próximo dia 11 de Abril. Nesse mesmo dia, antecedendo a «maratona» marxiana, projectar-se-á Filme Socialismo, de Jean-Luc Godard. Como aperitivo, propomos a apresentação que o grande escritor argentino Alan Pauls faz do filme, numa sessão de paixão cineclubística (e marxista) em Buenos Aires.

Um acontecimento: Clarice Lispector por Carlos Mendes de Sousa, em edição do Instituto Moreira Salles

A primeira edição da obra – Clarice Lispector: Figuras da Escrita -, pelo CEHUM, data de 2000. Agora, mais de uma década volvida, uma década na qual a obra foi crescendo em relevância, tornando-se uma peça central do corpus crítico sobre Clarice, o grande livro de Carlos Mendes de Sousa (vencedor do Grande Prémio de Ensaio da APE) acaba de ser editado no Brasil, sob a prestigiosa chancela do Instituto Moreira Salles. O lançamento será no próximo dia 8, na sede do IMS no Rio de Janeiro, com a presença do autor, que antes do lançamento dará uma aula, nesse mesmo dia, no curso Clarice Lispector: uma aprendizagem, sobre «Ler e reler Clarice». Reproduzimos acima página da Folha de S. Paulo sobre a obra, edição de 25 de Fevereiro último. O assunto foi capa do caderno cultural do jornal.

Caso para dizer: a justiça por vezes tarda, mas chega. Alegremo-nos, pois.

Última hora: João Botelho no «Páginas Tantas» a 12 de Março

Como se pode ler em post anterior neste blog, a sessão do Páginas Tantas com João Botelho estava agendada para 5 de Março.

Informamos que por razões que se prendem com compromissos de rodagem do próximo projecto do cineasta, a sessão teve de ser transferida para a segunda-feira seguinte, 12 de Março, pela mesma hora. Em breve informaremos sobre o programa das festas no TAGV em torno da obra de João Botelho.